A AM Madeiras se preocupa em adotar políticas de sustentabilidade no setor madeireiro, um
dos setores da economia em que isso parece pouco provável. Nossas políticas de sustentabilidade são:
• Projeto de sustentabilidade para a indústria madeireira
A maior dificuldade para implementar programas de sustentabilidade no setor madeireiro é que existem diferenças reais difíceis de serem contornadas entre as muitas espécies de madeira e suas diversas utilizações. Por conta disso, nossa visão é que o projeto deve adequar-se à matéria prima sustentável disponível, e não o contrário, que é adaptar qualquer madeira disponível ao projeto, o que implica na utilzação da madeira ideal, que quase sempre é nativa. Se aumentarmos a tecnologia envolvida no processo de fabricação, fizermos alterações no projeto de peças ou serviços e aprimorarmos as formas de acabamento e tratamento final, teremos um cenário onde é possível fazer quase tudo com madeira de reflorestamento. Após anos de pesquisa, eis nossos progressos:
O MDF dada a sua versatilidade tem várias aplicações. Fabricamos por exemplo, com boa
aceitação do mercado, batentes e principalmente guarnições para porta em MDF. Essas guarnições são bem aceitas inclusive por grandes construtoras e incorporadoras. Temos projetos que incluem a fabricação de molduras e cordões. O MDF já é amplamente utilizado pela indústria movelira, substituindo o compensado - que é feito com madeiras nativas. Essa indústria teve que adaptar-se, pois os tipos de fixação e colagem são completamente diferentes.
O Eucalipto substitui em parte diversas madeiras mais "duras". Já produzimos com ele
balaustres e corrimãos para escadas também com boa aceitação do mercado. Temos projetos que incluem a fabricação de rodapés e afins, além de assoalhos, degraus, torneados e até mesmo decks e fachadas. Há um tipo de Eucalipto que é completamente seco em estufa, e serviria para por em prática diversas idéias que temos em mente, o problema é o alto custo desse Eucalipto (explicaremos melhor adiante).
Por fim, temos o Pinus, que substitui as madeiras mais "moles". Já produzimos diversos
produtos em Pinus. Molduras, cordões, guarnições, forros, bancos de jardim, móveis rústicos, instalações internas (incluindo painéis e aparadores) e muitos outros produtos. O Pinus tem dois problemas conhecidos: os nós e a baixa resistência ao tempo. Mas o próprio mercado deu soluções para isso. Há massas de calafetar especiais para reparar os nós. Há o Pinus "Fingado" em que são extraídos os nós e depois a madeira é recomposta pelo sistema de "Finger", muito usado em painéis compostos. E há o Pinus "Autoclavado" onde o Pinus passa pelo processo de autoclave, um processo moderno onde o Pinus é colocado numa câmara de vácuo e ainda no vácuo é inserido produtos químicos que garantem a longa duração e a resistência ao tempo, além de alterar naturalmente a cor do Pinus, aproximando-o da cor da Imbuia.
Tentamos sempre reproduzir as mesmas propriedades que tais produtos teriam se fossem feitos com as chamadas madeiras de lei, fazendo-os em madeira de
reflorestamento, mas as dificuldades são enormes. Em primeiro lugar o mercado nos oferece apenas o Pinus e o Eucalipto como opções de madeiras de reflorestamento. O próprio MDF também é produzido com essas duas espécies de madeira e as três matérias primas hoje tem grandes avanços e grandes problemas. Vamos aos avanços: como citado, há no mercado o Eucalipto seco em estufa, o Pinus Fingado, o Pinus Auto Clavado e o MDF, que hoje é muito melhor do que aquele MDF produzido no Brasil nos anos 90 quando ele chegou por aqui. São avanços notórios que aumentam a gama de produtos que podem entrar no mercado. Agora os problemas: o Eucalipto seco em estufa, o Pinus Fingado e o Pinus Auto Clavado são caros para os padrões do mercado. O custo é alto até mesmo se comparado com os padrões de aumento de custo que há naturalmente na substituição de produtos nativos por produtos sustentáveis em outras áreas. Já para o MDF, como o próprio nome diz (do ingês "Medium Density Fiberboard") é um material de média densidade. Desenvolvemos produtos ainda em MDF de baixa densidade, em MDP e em OSB, mas todos são de média ou baixa densidade. Em alta ou altíssima densidade não se encontra ou não existe nada no mercado, além disso, o máximo que uma placa de MDF chega é 30mm de espessura, isso limita muito a criatividade com uma material que poderia ser largamente utilizado na indústria madeireira como é na indústria moveleira.
Há as dificuldades citadas na disposição e no preço das matérias primas mas com criatividade, engenhosidade e experiência produzimos diversos produtos
sustentáveis e conseguimos até mesmo incluir vantagens em cima dos fabricados com madeira nativa, sobretudo em relação ao peso das peças. Tentamos incluir Pinus e Eucalipto como vêm naturalmente, já que as tratadas são mais caras, o que requer ainda mais criatividade. Mas essas não são nossas maiores dificuldade em tocar a idéia adiante. Nosso Projeto de sustentabilidade em madeira é muito mais abrangente. Temos inúmeros projetos inteiros de produtos sustentáveis que infelizmente estão engavetados por falta de uma política mais consistente de preservação ambiental que incentive ações como a nossa. Cada novo produto requer projeto e uma fase exaustiva de testes, tudo muito caro. Temos o know-how, grande parte das máquinas necessárias e principalmente profundo conhecimento em madieras, mas não temos capital suficiente e dificilmente teremos, já que precisamos ocupar nosso tempo e escasso capital produzindo peças com apelo comercial maior para manter nosso negócio operando. Ainda assim, continuaremos tentando. Portanto se você é fornecedor dessas matérias primas e quer desenvolver em conjunto novos produtos, tem algo em mente com madeira que pode ser sustentável, ou simplesmente se interessou pela idéia e quer conhecer melhor nosso projeto, entre em contato conosco. O consultor Diego Marquez terá prazer em atender-lhes: (11) 9739 3734 ou diego@ammadeiras.com.br .
• Utilização responsável de madeiras de lei
A falta de incentivo e divulgação faz com que o mercado ainda exija muito as madeiras de lei para produtos e serviços em madeira. Atendemos amplamente o mercado com tais madeiras, mas temos uma política rígida quanto aos fornecedores de nossa empresa. Acompanhe alguns dos pontos que achamos essênciais para deiminuir o impacto ao meio ambiente:
Primeiro, não compramos diretamente dos madeireiros das regiões de plantio da madeira, compramos apenas de fornecedores instalados em nossa praça, com boa
reputação e tradição. Isso inibe a ação de madeireiras ilegais que cooptam representantes nos grandes centros consumidores e conseguem enviar caminhões lotados diretamente ao cliente sem serem incomodados por fiscalização. A chance disso acontecer com uma madeireira numa grande cidade, aos olhos do público e sujeita a fiscalização ostensiva é muito menor. Mas a principal vantagem é acabar com o desperdício de madeira. Comprando de uma madeireira intermediária, ainda que o lucro seja menor, escolhemos a madeira mais próxima das dimensões que necessitamos para cada serviço.
Segundo, trabalhamos no sistema on-demand. Isso significa que não mantemos um estoque fixo muito grande.
As vantagem desse sistema no setor madeireiro é que evitamos a ação predatória do mercado. Exemplo: se decidirmos manter uma quantidade grande da madeira "X" em estoque, compraremos mais "X", conseguindo um preço menor junto ao fornecedor. Com o preço menor de "X", o consumidor compra "X" beneficiada, a rotatividade de "X" aumenta, "X" vira moda, e a partir daí a madeira é muito consumida levando "X" à exaustão. Já aconteceu num passado recente com o Mogno e o Pau-Marfim, sem contar o Pau-Brasil que dá nome ao nosso país. Na outra ponta, seu concorrente pode estar estocando "Y", levando "Y" ter também um comércio predatório. Se "Y" for melhor aceita que "X", você terá que estocar "Y" e fará qualquer coisa com "X" até mesmo produtos de baixo valor agregado que poderiam ser produzidos com madeiras menos nobres.
Terceiro, nossos fornecedores tem de assegurar que são cadastrados no Ibama e a madeira que vendem, se encaixa em alguma dessas prerrogativas:
desmatamento autorizado, manejo florestal, manejo certificado ou madeira certificada. São preocupações que mais profissionais e empresas deveriam ter.
Por último, temos uma destinação responsável aos resíduos dessas madeiras. A sobra do beneficiamento, conhecida como "serragem" é enviada para granjas ou
caldeiras. As sobras de madeira não são queimadas ou lançadas ao meio ambiente, são armazenadas e posteriormente utilizadas em outros serviços. As que não podem ser utilizadas em outros serviços, são doadas à comunidades carentes para realização de artesanato, utilização no campo e até mesmo para brincadeiras infantis.
• Consideração Final
Acreditamos que com novas idéias e muito trabalho conseguiremos fazer com que o mercado madeireiro nacional seja mais sutentável. Nosso Projeto de sustentabilidade para a indústria madeireira desde o início é pensado para ser ampliado e ter o máximo de flexibilização possível. Por isso reforçamos o convite. Se quiser conhecer mais o projeto, aplicá-lo, contribuir com novas idéias, investir, é fornecedor dessas matérias primas e quer desenvolver em conjunto novos produtos, o consultor Diego Marquez terá prazer em atender-lhes: (11) 9739 3734 ou diego@ammadeiras.com.br .

Rua Tomás Cartacho, 55 - V. S. Francisco | São Paulo - SP | (11) 2046 8348 | (11) 7215 7606 | (11) 3536 6516 | ammadeiras@ammadeiras.com.br | vendas@ammadeiras.com.br